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Relações Destrutivas

*Por Taciana Santos
A cada dia que passa, vivemos momentos estressantes, de conflitos, nos queixando de coisas que nos incomoda, reclamando da vida, insatisfeitos com aquilo que temos. Nós seres humanos estamos cobrando de nós mesmos e até mesmo do outro. Com isto criamos relações em conflito gerando um vazio existencial. A partir do momento que criamos enormes expectativas conseqüentemente iremos estar insatisfeitos. È sobre isto que irei abordar, a forma de amar nas relações entre homens e mulheres.
Homens são capazes de amar profundamente, mesmo que exista a crença popular de que homens não choram ou sentem, eles são mais racionais. As mulheres são mais sensíveis, românticas, querem viver o amor intensamente, quando estão apaixonadas, choram, e até mesmo “sofrem” pelo seu amor.
Na verdade, faz parte do ser humano o desejo de amar e ser amado. O amor é um sentimento que representa uma forte afeição pessoal e apego, envolve paixão, conquista, carinho, bondade, porém o amor é complicado. Será que as pessoas estão em busca do amor ou somente para preencher uma carência pessoal? Entretanto homens e mulheres que amam de forma errada e desesperada, constroem relações destrutivas. São vários fatores que fazem um casal ter atritos, como: crise financeira, a chegada de um filho, insatisfações na vida sexual, ausência de diálogo, opiniões divergentes, ciúmes, traição dentre outros. Infelizmente está cada vez comum a falta de respeito entre os parceiros, partindo de brigas até uma possível violência física.
Quando se torna um vício afetivo e uma dependência em relação ao seu/ ou sua companheira, tornando-se uma obsessão, ao ponto de prejudicarem outros setores de sua vida, este sentimento de amor, pode tornar-se patológico. Homens e mulheres muitas das vezes preferem viver uma relação em conflito com seus parceiros, do que sem eles ou até mesmo sozinhos.
Quem são estas pessoas que amam de forma exagerada? Geralmente são sujeitos inseguros, de baixa auto-estima, que necessitam do outro para se completarem. Como também, vem de um contexto familiar desajustado, como por exemplo, crianças que presenciaram na infância brigas dos pais, separação dos mesmo, algum vício, perda de um ente querido, entre outros. Com isto, os pais passam inconscientemente aos seus filhos os seus problemas e condutas e na vida adulta eles podem tornar-se sujeitos, imaturos, inseguros, ciumentos, possessivos, confusos, agressivos, descontrolados até mesmo no modo de expressar e agir nos seus relacionamentos interpessoais. Os pais que não souberam dar aos filhos limites, como dizer o “não” na hora certa, conseqüentemente crescem pessoas com dificuldades em lidar com perdas materiais e afetivas.
No entanto, todos nós temos o direito de amar e ser amados, mas que seja de forma saudável. É extremamente relevante nos amarmos em primeiro lugar. Com isto amaremos o/a companheiro de forma benéfica. Não existe regra, fórmula para uma relação dar certo. É necessário que os casais sejam verdadeiros um com o outro e que saibam ceder, que construam uma relação a base de diálogo, respeito, compreensão, sabedoria, cumplicidade, lealdade, paciência, e principalmente que saibam respeitar as individualidades de cada um. Só assim, é possível semear um relacionamento sadio, harmonioso e até mesmo duradouro.
“AME SEM MEDO, POIS AMAR FAZ BEM AO ESPÍRITO, MENTE E CORPO, MAS SAIBA UTILIZAR DESTE SENTIMENTO DE FORMA BENÉFICA PARA SI PRÓPRIO E PARA AS PESSOAS AO SEU REDOR!”

ABRAÇOS INTERNAUTAS!
* Taciana Santos é psicóloga (CRP/MG 30.754) e colunista do Virou Notícia – Consultório: Rua Sebastião Ferreira de Pinho, 91 – Sl. 03 – Boa Esperança – Tel.: 3641-2719

 

 

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