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CANDIDATOS APOSTAM NO PROGRAMA ELEITORAL

O horário eleitoral na tevê que começa nesta terça-feira, às 13h, deve levar até o eleitor um autêntico movimento “todos contra Dilma Rousseff”. A possibilidade de vitória da presidenciável petista no primeiro turno colocou José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e os candidatos de partidos nanicos em uma tarefa comum de tentar levar a disputa para o segundo round. Para isso, precisam remar também contra o menor tempo de televisão. Até 30 de setembro, Dilma terá quase 7 horas e meia divididas em dois programas, três vezes por semana. No mesmo período, Serra falará por 5 horas e Marina, por 58 minutos. Sob custo recorde, a propaganda eleitoral deste ano significará R$ 851 milhões aos cofres públicos, que serão repassados às 4.632 emissoras de rádio e televisão responsáveis por transmitir os programas.

Embora não admitam publicamente, as últimas pesquisas colocaram como prioridade para os estrategistas políticos petistas a meta de finalizar as eleições já em 3 de outubro. De acordo com os levantamentos, Dilma está próxima de ganhar as eleições na primeira rodada de votação. Segundo colocado nos levantamentos, Serra se debruça sobre uma tarefa historicamente improvável: reverter a desvantagem para o principal concorrente depois do início do horário eleitoral – fato que só ocorreu em 1994.

“O Serra vai ter de fincar uma bandeira que ele ainda não descobriu exatamente qual é para reverter o cenário. Ele precisa enxergar uma alternativa para oferecer ao eleitor, senão continuará perdido”, afirma o cientista político Marcus Figueiredo, do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj). Para os coordenadores da campanha de Dilma, o tucano deve adotar um discurso mais agressivo, especialmente nos debates, espaço em que a candidata terá de responder aos ataques ao vivo, sem edição. Estão no topo da lista associações do PT com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). Os golpes pelo horário eleitoral são esperados apenas nas últimas semanas de setembro, reta final da propaganda.

Trunfos

Nos primeiros programas de 15 segundos elaborados para entrar no meio da programação das emissoras a partir desta terça-feira, os candidatos usarão e abusarão das armas de que dispõem. Dilma começa um deles citando o presidente. “Lula dizia que não tinha o direito de errar, porque, se errasse, um operário nunca mais seria presidente da República. Eu digo o mesmo: Se eu me tornar a primeira mulher presidenta do Brasil, não poderei errar. Não vou errar. Aprendi trabalhando ao lado do presidente que fez o melhor governo da nossa história. Participei de todos os projetos. Sei o que fazer para o Brasil avançar ainda mais”, afirma em um dos comerciais.

O presidente Lula é a estrela de outro spot: “Tem pessoas a quem a gente confia um trabalho e elas fazem certo. Esses são os bons. Tem pessoas a quem a gente dá uma missão e elas se superam. Essas são as especiais. Dilma é assim. Por isso, é candidata”, diz o presidente, ao pedir o voto do telespectador em favor da petista.

Os jingles que ficaram em segundo plano nos primeiros programas do PT foram um recurso usado pelo tucano José Serra. “Fez muita coisa/ fez pra mim e pra você/ presidente de verdade/ Serra é bom de A a Z”. E assim as letras vão aparecendo e os apresentadores vão colocando os feitos de Serra como ministro da Saúde e governador de São Paulo – a letra H, se refere a hospitais. O candidato aparece chamando as pessoas a seguirem com ele para que todo o Brasil receba os benefícios que ele implantou nos cargos que ocupou.

Em comum, Serra e Dilma têm comerciais com as respectivas biografias começando com imagens em preto e branco. Enquanto o de Serra fala das coisas que ele fez, Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), medicamentos genéricos, vacinação de idosos e quebra de patentes de remédios de Aids, o da petista fala dos cargos que ela ocupou e diz que uma mulher com a biografia dela “merece ser presidente do Brasil”.

* COM PORTAL UAI

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