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Operação da Polícia Civil fecha fábrica clandestina de armas na capital

A investigação, que durou seis meses, partiu de denúncias de que a oficina de armas caseiras seria responsável por abastecer traficantes e suspeitos de assalto na região metropolitana

Em operação realizada na manhã desta quarta-feira (8), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) estourou uma fábrica clandestina de armas de fogo, localizada no bairro Cardoso, na região do Barreiro, em Belo Horizonte.

Dois homens foram presos: Márcio Trindade de Araújo, de 49 anos, que seria o principal fabricante das armas; e o sobrinho dele, Antônio Marcos de Araújo, de 43. No local, a PCMG apreendeu diversas armas em estágio de fabricação e uma metralhadora calibre .380 já pronta, com capacidade para um pente de 30 munições. Foram recolhidas também munições, silenciadores, moldes de carregadores, inclusive fuzis, e livros de anotações com projetos das armas.

 

Fotos: Divulgação PCMG

A investigação, que durou seis meses, partiu de denúncias de que a oficina de armas caseiras seria responsável por abastecer traficantes e suspeitos de assalto na região metropolitana e, possivelmente, em cidades do interior. A polícia colheu indícios, inclusive, de que armas semelhantes às apreendidas na operação de hoje teriam sido usadas em pelo três homicídios, durante conflito entre traficantes, na região metropolitana, no ano de 2016.

Márcio, que trabalhava como serralheiro e não possuía nenhum registro criminal, assumiu a atividade criminosa, alegando que passava por dificuldades financeiras. Conforme apurado, ele passou a produzir as há aproximadamente, utilizando de projetos de pistolas de airsoft para construir moldes para as armas. A metralhadora encontrada na casa de Márcio, onde também funcionava sua oficina, era vendida por R$ 1.100, enquanto que o modelo original é fornecido na faixa de R$ 30 a R$ 40 mil. Antônio Marcos seria o responsável por intermediar as transações e negociações com os interessados em adquirir as peças.

O delegado que coordenou as investigações, Felipe Freitas, explica que as armas eram produzidas sob encomenda e confeccionadas a partir de produtos comuns de serralheria, que eram adquiridos em ferro-velho. Dentre o armamento fabricado, foi encontrada inclusive uma réplica de uma arma da Segunda Guerra Mundial, conhecida como “Luger”. “Ficou evidente que o material era todo produzido na oficina, uma vez que além dos projetos, encontramos armas em diferentes estágios de produção”, disse o delegado.

Os suspeitos respondem agora pelo crime de fabricação e comercialização de armamento de uso restrito e proibido, cuja a pena pode chegar até 12 anos de reclusão.

Fotos: Divulgação PCMG

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