OPERAÇÃO CANIÇO – PC INDICIA 35 SUSPEITOS
As investigações tiveram início em agosto de 2024
A Polícia Civil (PCMG) instaurou inquérito policial com objetivo de desarticular uma organização criminosa, estruturalmente ordenada, que de acordo com a instituição é caracterizada pela divisão de tarefas e especializada em tráfico de drogas, associação ao tráfico, porte ilegal de arma de fogo, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de capitais com área de atuação no bairro Palmital, aqui em Santa Luzia.
As investigações tiveram início em agosto de 2024. O ponto de partida da apuração consistiu na ampla divulgação, em mídia sociais e veículos de comunicação da capital de imagens de diversos indivíduos ostentando armas de fogo durante o evento festivo, realizado no Palmital. As investigações apontaram que o Palmital está dividido em áreas dominadas por facções distintas, cada uma sob o comando de líderes específicos.
OPERAÇÃO CANIÇO
Em novembro, a PC realizou a operação Caniço que resultou na prisão de 13 suspeitos. Foram apreendidos 5 veículos, uma lancha e quase R$20 mil em dinheiro. Além disso, houve bloqueio de R$ 16 milhões, 29 contas bancárias e 3 imóveis.
A ação policial foi coordenada pelo Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp).
DESDOBRAMENTOS
Ainda de acordo com a PC, as facções não se limitam a comercialização de entorpecentes. “Elas exercem verdadeiro domínio territorial, implementando um modelo de poder paralelo que associa intimidação armada e práticas existencialistas. Durante o período eleitoral, se observou interesse de membros dos grupos criminosos em campanhas municipais, inclusive tentativas de interferir em propagandas e resultados o que aproxima o grupo de práticas típicas de poder paralelo “.
Por meio de interceptações telefônicas e relatórios do COAF, a Polícia Civil identificou centenas de movimentações financeiras, entre elas, de uma empresa com sede em Goiânia, que entre janeiro de 2021 e dezembro de 2025 movimentou mais de R$1.5 Bilhão.
Nessa quarta (14/1), a juíza da 3ª Vara de Tóxicos de BH, Dra. Arlete Aparecida da Silva Coura, acolheu parcialmente a representação policial e expediu 19 mandados de prisão. Alguns suspeitos estão foragidos.


